sábado, 28 de agosto de 2010

EDUCAR BEM? DE QUEM É ESSE PAPEL?


Há um consenso na sociedade de que é importante educar bem. Mas, afinal, o que é educar bem? A resposta a esta pergunta parece simples, mas não é, pois envolve diferentes concepções do papel da escola, da sociedade e da família.
A família, seja ela tradicional ou não, é a principal responsável pela educação de uma criança. É na família que a criança aprende a dar e receber afeto, administrar a explosão de sentimentos, uma religião (ou a não ter religiões), hábitos de higiene e de ordem, compartilhar vivência e a língua materna (ou as línguas, em alguns casos). A maior parte dos aprendizados que ocorrem no contexto familiar se dá pela observação do que fazem os pais. Se os pais têm o habito de se ofenderem com palavras de baixo calão, a criança aprendera rapidamente a fazer o mesmo. Se, ao contrário, os pais vivem numa relação de mutuo respeito, a criança tenderá a reproduzir este respeito na relação com ele e com outras pessoas de sua convivência diária. Da mesma maneira, se os pais gastam o tempo livre na frente da televisão, não podem esperar que seus filhos aprendam a gostar de ler bons livros.
Mas há um aprendizado ainda mais importante que a família transmite: valores. É como os pais e demais familiares que aprendemos a valorizar o esforço e a ética, ou alternativamente a malandragem e a esperteza. Também aprendemos a ser generosos, a ter compaixão, ou a sermos gananciosos e autofocados.
No entanto, a educação não se restringe à família. A escola também tem importante papel, não apenas na formação de hábitos e na disseminação de valores, como no desenvolvimento de competências para a vida futura dos alunos como cidadãos profissionais. Assim, cabe à escola promover a capacidade de leitura e interpretação de textos, de comunicação escrita competente, de raciocínio matemática e deve instigar uma mente investigativa nos alunos, base para conhecimento e pesquisa cientifica. Ao mesmo tempo a escola deve repassar conhecimentos que garantam aos estudantes a compreensão do processo histórico, das ações e reflexões de seus personagens e pensadores, da localização dos acidentes geográficos, das comunidades humanas e suas atividades no planeta e também das leis que regem os fenômenos naturais. E o mais desafiador é garantir a ligação entre os saberes. É importante ensinar diferentes disciplinas. Mas é igualmente relevante mostrar os vínculos entre elas. Afinal, o mesmo ser humano que se questiona sobre o destino último de nossa condição está submetido a leis físicas, a uma herança histórica e aos condicionantes que sua geografia lhe impõe.
É papel da sociedade como um todo educar bem os seus cidadãos. Pensando em algumas recomendações que poderiam ser dadas a educadores, pais, crianças e jovens. Para os pais é muito importante ter em mente que a educação é tarefa prioritária da família e que ela ocorre não por discursos aos filhos, mas peã observação direta que eles fazem, no cotidiano, de nossas ações e dos valores que pautam nossas vidas. Aos educadores, deve-se desenvolver um espírito de profissionalismo e responsabilidade e, ao mesmo tempo, lembrar que o educador (diz Rubem Alves), é uma árvore frondosa que dá sombra e faz com que os alunos queiram ficar lá debaixo de seus galhos levantados para céu, enquanto as raízes buscam alimento. Encantar e instigar são as palavras chave.
Aos alunos, a proposta é saber que vocês são protagonistas dos seus sonhos. A família lhes ensina valores, a escola lhes da conhecimentos, mas vocês são portadores de sonhos de futuro e ninguém vai construí-los para vocês. Após receber uma boa educação, cabe a cada um construir sua vida e, com muito esforço e alguma sorte, ser gente da construção do futuro ou lamentar os insucessos ocorridos. Mas tudo começa com a formação de um sonho, seja ele qual for.
Mas o que é educar bem para um estado ou município? É investir com persistência na melhoria do ensino, com instrumentos adequados para aferir se as crianças estão aprendendo, incluir todos na escola, garantindo educação de qualidade para todos e para cada um. O mais importante para educação é a vivencia de bons valores, honestidade, respeito, caridade, compaixão e retidão. Os Sonhos ajudam a construir um mundo mais bonito!

Genival Ferreira de Miranda
Professor, Coordenador de Cursos da AOPA e
Presidente do Conselho Municipal de Assistência Social

A IMPORTÂNCIA EM FAZER AS CRIANÇAS LEREM.

Hoje em dia, tantas informações e tantos jogos e brinquedos interessantes e animados, como fazer as nossas crianças perceberem a importância de ler? Com tantos estímulos ao seu redor, como um livro pode concorrer?
Todos nos sabemos a importância da leitura e o mundo que os livros podem apresentar, e como a imaginação pode ser estimulada através do livro! E atualmente temos muitos livros que são escritos principalmente para as crianças e adolescentes.
Sabemos que o exemplo dos pais é um fator fundamental na educação das crianças. Portanto, num primeiro momento, se os filhos vêem seus pais lendo, eles provavelmente também se interessarão pelos livros. Então, vamos ler e mostrar a eles o prazer da leitura.
Desde pequenos, as crianças devem ser apresentadas aos livros, que devem ser coloridos, atraentes, divertidos e alegres. Os pais têm uma enorme responsabilidade em ler para os seus filhos antes de dormir, incentivando-os e aproveitando momentos gostosos através da leitura. O livro não deve ser uma obrigação e sim um prazer. Um dos problemas atuais nas escolas é sem duvida a escolha dos livros nas diversas séries. Às vezes, uma escolha mal feita leva o aluno a não gostar de ler. Por isso, é importante que a idade dos alunos seja respeitada e o gênero do livro seja condizente com seus interesses.

Outro fator importante é não forças os filhos a ler. A leitura pode se transformar em um problema por causa da obrigatoriedade. Talvez o melhor a fazer seja ir a uma livraria com eles, para escolherem juntos os livros a serem lidos. Pergunte a seus filhos o que eles gostam, quais os assuntos que eles interessam, e desde modo você estará conhecendo melhor sua personalidade e gostos.

Depois que seus filhos lerem o livro, sentem-se e conversem sobre o que ele mais gostou da história, quais os personagens favoritos, mas não façam disso uma prova de conhecimento! E sim uma conversa gostosa sobre os personagens e o que aconteceu na história. É uma forma de conhecer melhor os pensamentos e valores dos seus filhos, e conversar a respeito de assuntos que vocês achem importantes.

Se já é difícil fazer nossas crianças lerem em casa, na escola a tarefa fica ainda mais complicada. Os professores querem que a leitura seja algo prazeroso, mas parece não conhecer o que é prazeroso para seus alunos. Muitas vezes, vejo alunos que já estão lendo um livro e reclamam que precisam parar de lê-lo para ler o que o professor mandou, que não é tão agradável quanto ao que estavam lendo. Temos que saber qual é o nosso objetivo como professor, estimular a leitura ou obrigar os alunos a lerem para simplesmente “aprenderem” alguma coisa.
E aprenderem o que? Como professores, podemos fazer da leitura algo muito prazeroso ou algo muito obrigatório, que incomoda e tira a vontade dos alunos lerem. O que vamos escolher?
Eu diria aos professores para conhecerem seus alunos, a faixa etária, e procurarem saber do que eles gostam, pelo que eles se interessam. Um livro interessante é um convite à leitura!

Outro fator a ser levado em consideração é que os gostos e interesses são diferentes para meninos e meninas, portanto também isto deve ser discutido com os alunos. Em um mês, os meninos lerão um livro que as meninas escolherem, e no próximo mês, as meninas deverão ler o livro que os meninos escolherem. Colocá-los em grupo para que discutam o que gostaram e o que não gostaram pode fazer a reflexão ficar bastante interessante e profunda.
Em vez de provas sobre o livro, os professores podem realizar atividades mais dinâmicas como, por exemplo, dramatizar algumas partes do livro, ou contar a história do livro para as classes dos alunos menores (dependendo do assunto, é claro!).
Discussões em grupo, cartazes, teatro, ampliam a criatividade e o gosto pela leitura. Vale lembrar que muitos de nos, hoje leitores ativos e vorazes, não gostamos de ler quando crianças. Portanto, ainda temos esperança de ver nossos filhos e alunos lendo no futuro!
Como explicar o sucesso de um Harry Potter? Como explicar milhares de crianças e adolescentes lendo um livro por pura vontade de ler em um mundo em que impera o Orkut, Twitters e Facebooks? São exemplos como o de Harry Potter que nos fazem acreditar que as crianças vão continuar gostando de ler no futuro, enquanto existir criatividade e dedicação de muitos autores.
A vontade de ler existe em toda criança, cabe somente aos pais e professores saber guiá-la da maneira correta. Vamos acreditar na nossa habilidade de entusiasmar nossas crianças a ler! Mãos à obra!


Genival Ferreira de Miranda
Professor, Pedagogo e especialista em Língua e Literatura

ESCOLHENDO A PROFISSÃO


Todo jovem tem de tomar pelo menos duas grandes importantes decisões na vida. A escolha da profissão e a do cônjuge. Antigamente era fácil decidir, na verdade eram os pais que decidiam para os seus filhos, não opinavam nem na escolha de sua futura esposa. Decidir o que seu filho ia ser: médico engenheiro ou advogado, eram as profissões mais desejadas pelos pais e aceitas pelos filhos.
Hoje os tempos são outros e as profissões se multiplicam na mesma velocidade que a população do mundo, que vem aumentando acima das expectativas e possibilidades da humanidade.
Analisando uma lista de alunos aprovados no vestibular que concluíram o ensino médio no ano de 2009, percebemos um número maior de possibilidades. Em primeiro lugar os tradicionais, médico, engenheiro e advogado são apenas 20% das escolhas dos alunos aprovados. Os também já manjados, Psicologia e Pedagogia somam 15% e Administração outros 15%, totalizando ai a metade dos alunos.
A outra metade é tão dividida que temos até o curso de Ciências da Natureza (da USP), Comunicação, Design, Audiovisual, Fisioterapia, Biologia, Arquitetura, Ciências Sociais, Relações Públicas, Veterinária, Odontologia, Relações Internacionais e lazer e Turismo.
Como se percebe, realmente as opções se ampliaram e muito, mas como escolher o seu caminho, a profissão de sua vida?
Cada um tem a sua história de como chegou a sua profissão e como foi sua escolha, mas existem algumas regrinhas que me parecem iguais:
É preciso escolher algo em que se acredita uma profissão que realiza a pessoa e a deixa feliz ao regressar para casa depois de um dia de trabalho.
É importante ter as ferramentas para exercer a profissão, não adianta querer ser médico e desmaiar quando vê sangue!
Não se deixe influenciar para seguir a carreira do pai ou da mãe, pois você é uma pessoa diferente apesar de educada por eles e pode não ter a mesma vontade profissional deles.
Não se apresse, caso não esteja decidido, espere um pouco mais para não acabar fazendo uma escolha errada e desistindo antes de concluir o curso (e ai o tempo perdido será maior).
A melhor dica é fazer algo que você goste e sinta prazer em fazer, deve escolher uma profissão que não seja um sacrifício diário, pelo contrário, que seja algo que você adore fazer. Para ser bem sucedido na profissão, a primeira coisa a fazer é apaixonar-se por ela.


Genival Ferreira de Miranda
Professor, coordenador de Cursos da AOPA e
Presidente do Conselho Municipal de Assistência Social

sábado, 14 de agosto de 2010

Conselheiros de Olímpia participam da Capacitação de Agentes de Controle Social


O presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Olímpia, Professor Genival Ferreira de Miranda, e as conselheiros Edna Marques da Silva e Solange Teresinha Rebellato dos Santos, ambas assistentes sociais, participaram de curso de capacitação de agentes municipais em Marília, nos dias 31 de maio e 2 e 3 de junho. O evento aproximadamente outros 50 conselheiros de vários municípios do interior paulista.


O curso foi ministrado pelo INBRAPE – Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Sócio-Econômicos, contratado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para executar o Projeto de Capacitação de Agentes Públicos Municipais de Controle Social da Política de Assistência Social e do Programa Bolsa Família (PBF), nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Segundo Genival Miranda, o projeto se dividiu em duas etapas: a primeira com três dias de aulas expositivas (pela manhã) e oficinas de aprendizagem (à tarde), com carga horária total de 24 horas, e a segunda destinada à elaboração de Relatório de Conclusão da Capacitação, com duração de 45 (quarenta e cinco) dias contados a partir do encerramento da etapa presencial.


De acordo com ele, o projeto tem como objetivo oferecer aos membros dos Conselhos Municipais de Assistência Social (CMAS) e das Instâncias de Controle Social do Programa Bolsa Família (ICS/PBF) de todos os municípios brasileiros os conhecimentos e atitudes essenciais ao desempenho de suas atribuições legais, de forma a aprimorar sua capacidade institucional e contribuir para a efetividade do controle social. “A capacitação foi muito instrutiva e esclarecedora, proporcionou atualização, troca de idéias e de experiências, aprendemos muito e agora temos o compromisso de multiplicar essas informações para os outros conselheiros e a sociedade”, diz Miranda.

domingo, 11 de abril de 2010

RECREAÇÃO PÁSCOA


Na recreação o peso da responsabilidade e dividido com o grupo,a alegria e repartida,o sucesso e comemorado sempre em grupo

A criança só se desenvolve se tiverem oportunidade de expressar o que sente e quando você ouve o seu sentimento isto para ela trabalhar com amor.A criança só sente ouvida quando você interage em um dialogo, respeitando o seu ritmo, gostam de fazer parte daquilo que esta acontecendo e fica feliz quando lhe são atribuídas responsabilidades, nunca se esqueça de olhar para os olhos delas mesmo que sejam muitas,,humor,espírito jovem,pronto a ouvir,voz calma,linguagem adequada, sinceridade,paciência e compreensão, motivação,limites estabelecidos são coisas que elas esperam de nos.

RECREAÇÃO


Objetivos da recreação: Relaxar, gastar energia, apreender algo, instruir, serve para comunicar algo, serve para melhorar as relações entre pessoas. Motivar para uma atividade onde o lúdico (mostrar de uma outra forma a realidade, brincando toma o papel da realidade. Esta pôr sua vez deve conter regras claras e ter função educativa, antes de começar o jogo deve-se fazer uma narração minuciosa).